Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
domingo, 6 de dezembro de 2015
O grito que me sufoca
Nunca te pedi nada. Nada que fosse impossível. E o que eu queria era tão pouco.
Bastar-me-ia ouvir-te dizer que tivestes saudades minhas, que te fiz falta, que te completo, que me queres por perto... muito perto. Só queria que te sentisses meu. Para que eu me sentisse tua.
Mas talvez o meu pouco seja o teu muito. O meu possível seja o teu imposssível.
Talvez, um dia, nos encontremos no meio termo. Talvez.
Retirado de: Don't Play Games With A Girl Who Can Play Better
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Felizmente faltam 29 dias para o ano acabar
Não aguento mais perdas.
2015 foi um ano de desaparecimentos definitivos - pelo menos fisicamente - de pessoas que me eram muito queridas. Mas a notícia que acabo de receber, representa uma das maiores perdas do ano. Comecei 2015 a perder a pessoa que mais cuidou de mim quando era menina. Termino o ano com a perda da pessoa que mais cuidou de mim na vida adulta. No primeiro caso, era esperado devido a doença. No segundo, deveria ser algo esperado tendo em conta a idade... mas sendo alguém que já ultrapassou tanta coisa, porque não ultrapassar mais uma? "Ela é forte. Sempre se aguentou." Pensava eu enquanto me diziam "Ela está muito mal". Mas já tinha estado muito mal antes e sempre acabava por me dar aquele abraço, aquele beijo forte, acompanhados por mais uma lição de vida. Não era minha avó de sangue, mas era avó do coração. E eu não vou poder lá estar para me despedir dela. Porque as pessoas que me encaram como uma adulta na hora de resolver problemas, tratam-me como uma menina nestes momentos, procurando-me proteger ao esconderem-me a notícia. Esqueceram-se é que hoje em dia há redes sociais, telemóveis e mensagens onde tudo se sabe e eu fiquei a saber da pior maneira e no pior momento. Tenho hoje, à mesma hora em que se realiza o funeral, uma reunião super importante. Sei que me posso despedir depois mas não será a mesma coisa. E pior de tudo é que sinto-me a chegar ao meu limite de recursos para manter a capa de miúda/mulher sempre alegre e bem-disposta. Neste momento quero desabar. Quero não ter que me recompor. Quero não ter que terminar a apresentação. Quero-me descontrolar. Quero colocar "esta dor que grita bem cá dentro" toda cá para fora. Quero gritar que não aguento mais. Não aguento mais cuidar e não ser cuidada... e hoje, hoje sinto que perdi um bocadinho mais de hipóteses de ter quem cuidasse de mim.
E sei que não devia pensar nisso agora... mas assusta-me vislumbrar a ideia de que até ao final do ano é provável que mais uma perda venha a acontecer... se é que já não aconteceu...
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
O meu mundo em mudança...
... é um mundo em que:
- já não sou estudante. Agora trabalho para uma instituição reconhecida, num projeto que não é meu, que ainda estou com dificuldades em abraçar depois de ter estado 4 anos sempre de volta do mesmo tema. Passar de obesidade para jovens delinquentes está ser mesmo muito brusco e estou com dificuldades em lidar com a pressão no trabalho.
- já não tenho a N. como melhor amiga - talvez nem como amiga no verdadeiro sentido da palavra - e esta, sem que tenha real noção disso, está a ser uma perda e mudança extremamente difícil para mim. Ainda nem sequer estou em fase de recuperação. Continuo na fase de choque.
- sou adulta à seria, com contas para pagar, descontos e impostos; ando sempre a pensar nos tostões, para ver se consigo além das obrigações, guardar algum e pelo meio comprar uns miminhos para mim. Não me estou a dar mal, sei que sou controlada, poupada e organizada, mas ainda me sinto aflita e entro em pânico perante a possibilidade de não conseguir pagar as minhas coisas.
- assumi demasiadas responsabilidades familiares e que agora à distância tudo se torna mais difícil de gerir. Não tenho sequer opção ou alternativa pois sou filha única e não há mais ninguém (tios, padrinhos, madrinhas, etc à volta que possam ajudar)
- me tornei mais precavida, desconfiada e reservada.
- deixei de querer flirts e querer coisas à séria, mesmo sabendo que isso pa mim é complicado. Estou cada vez mais consciente de alguns do meu erro do passado e ando a tentar mudar isso... mas está a ser também realmente difícil, principalmente, quando essa mudança pode vir a implicar outra grande perda na minha vida.
- já nao sou a party girl de antigamente. Já prefiro um bom ambiente, um bom serão e boa conversa mesmo que seja até de manhã - não significa que as noitadas tenham acabado - do que ir pa um sítio cheio de gente - normalmente homens à caça - com música que não vale nada. Já nem dá para dançar como antes... e disso sim, sinto muita falta.
- sei quem quero e não quero ter à minha beira mesmo que isso impleque pouca gente à minha volta.
- continuo a analisar e reanalisar e a tentar melhorar a minha pessoa. Preocupo-me demasiado em ser correta em todas as situações e para com todos os que me rodeiam, mesmo aqueles que não merecem isso de mim. Permito comportamentos nos outros que me prejudicam, que me fazem sentir mal e mesmo sabendo isso tenho dificuldades em mandar essas pessoas embora da minha vida. Temo sempre demasiado as consequências de uma má ação, pois o futuro é incerto e gosta de pregar partidas.
- e por último (suspiro)... eu tentei, fugi a sete pés, procurei manter-me distante, mas foi sempre mais forte do que eu; dei para trás, neguei, mas ele soube conquistar o espaço dele; soube respeitar a minha necessidade de estar sozinha e afastada e soube voltar no momento certo; nunca desistiu; esteve sempre lá. Até que, sem que desse conta e contra a minha vontade, ganhou um lugar especial no meu coração. Fod***, tenho medo de me ter apaixonado... novamente pela pessoa errada.
- já não sou estudante. Agora trabalho para uma instituição reconhecida, num projeto que não é meu, que ainda estou com dificuldades em abraçar depois de ter estado 4 anos sempre de volta do mesmo tema. Passar de obesidade para jovens delinquentes está ser mesmo muito brusco e estou com dificuldades em lidar com a pressão no trabalho.
- já não tenho a N. como melhor amiga - talvez nem como amiga no verdadeiro sentido da palavra - e esta, sem que tenha real noção disso, está a ser uma perda e mudança extremamente difícil para mim. Ainda nem sequer estou em fase de recuperação. Continuo na fase de choque.
- sou adulta à seria, com contas para pagar, descontos e impostos; ando sempre a pensar nos tostões, para ver se consigo além das obrigações, guardar algum e pelo meio comprar uns miminhos para mim. Não me estou a dar mal, sei que sou controlada, poupada e organizada, mas ainda me sinto aflita e entro em pânico perante a possibilidade de não conseguir pagar as minhas coisas.
- assumi demasiadas responsabilidades familiares e que agora à distância tudo se torna mais difícil de gerir. Não tenho sequer opção ou alternativa pois sou filha única e não há mais ninguém (tios, padrinhos, madrinhas, etc à volta que possam ajudar)
- me tornei mais precavida, desconfiada e reservada.
- deixei de querer flirts e querer coisas à séria, mesmo sabendo que isso pa mim é complicado. Estou cada vez mais consciente de alguns do meu erro do passado e ando a tentar mudar isso... mas está a ser também realmente difícil, principalmente, quando essa mudança pode vir a implicar outra grande perda na minha vida.
- já nao sou a party girl de antigamente. Já prefiro um bom ambiente, um bom serão e boa conversa mesmo que seja até de manhã - não significa que as noitadas tenham acabado - do que ir pa um sítio cheio de gente - normalmente homens à caça - com música que não vale nada. Já nem dá para dançar como antes... e disso sim, sinto muita falta.
- sei quem quero e não quero ter à minha beira mesmo que isso impleque pouca gente à minha volta.
- continuo a analisar e reanalisar e a tentar melhorar a minha pessoa. Preocupo-me demasiado em ser correta em todas as situações e para com todos os que me rodeiam, mesmo aqueles que não merecem isso de mim. Permito comportamentos nos outros que me prejudicam, que me fazem sentir mal e mesmo sabendo isso tenho dificuldades em mandar essas pessoas embora da minha vida. Temo sempre demasiado as consequências de uma má ação, pois o futuro é incerto e gosta de pregar partidas.
- e por último (suspiro)... eu tentei, fugi a sete pés, procurei manter-me distante, mas foi sempre mais forte do que eu; dei para trás, neguei, mas ele soube conquistar o espaço dele; soube respeitar a minha necessidade de estar sozinha e afastada e soube voltar no momento certo; nunca desistiu; esteve sempre lá. Até que, sem que desse conta e contra a minha vontade, ganhou um lugar especial no meu coração. Fod***, tenho medo de me ter apaixonado... novamente pela pessoa errada.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Fora da zona de controlo
Continuo à procura da minha energia, vontade de viver, força, alegria. Sinto-me esgotada. Por tudo o que aconteceu ao longo do último ano e por tudo o que está a acontecer atualmente. E o pior é sentir que não tenho ninguém com quem possa falar, comentar verdadeiramene tudo quanto se passa comigo. Nunca fui de máscaras. "What you see, is what you get". Mas há meses que todos os dias coloco uma máscara para esconder o que verdadeiramente se passa comigo.
Uma incapacidade enorme em me sentir em paz, tranquila, feliz. Vivo constantemente sobresaltada, atenta, à escuta. Sinto que não posso baixar a guarda. O meu mundo deixou de ser confiável e seguro. Eu pessoa que confiava à partida, sem medo, deixei de confiar. Eu que mantinha o controlo e organização no caos, sinto-me com pouco controlo sobre a minha vida e a viver num estado de desorientação constante. Não consigo pensar devidamente, não consigo organizar-me, sinto-me oca por dentro. A minha determinação foi-se. Não sei o que quero. Tenho dificuldades em decidir até se quero kiwi ou maçã para o pequeno almoço. Faço tudo de forma mecânica, incapaz de sentir. É como se me tivesse proibido de sentir e apenas mantenha acionado o botão "protege-te". Deixei de ser livre. Passei a viver no medo e a organizar a minha vida em modo "precaução, avaliação de consequências futuras". Achava que o problema era do sítio em que estava a morar. Receava que me afetasse e pelos vistos, após um ano de estadia naquele ambiente hostil, fiquei afetada. Achava que tudo ia melhorar com a mudança para Braga (ainda nem isso sinto que aconteceu mesmo, ainda nem pude apreciar o "estar de volta"). Afinal o problema está comigo e em mim. Quero acreditar que as minhas expectativas não ver ser defraudadas. Quero acreditar que, mais uma vez, vou dar a volta. O problemas é que desta vez sinto-me esgotada, cansada e, acima de tudo, sem recursos para sacudir esta nuvem. Preciso parar. Recuperar. Reencontrar um novo ponto de equilíbrio. Voltar a acreditar que tudo vai dar certo.
E no final deste post percebo, que todo este turbilhão, advém da mudança. Está a acontecer todo um mundo novo, em mim e à minha volta e se calhar só agora estou a perceber isso.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Encontros que nos fazem pensar
Saudades, felicidade, saber que fizemos a diferença, motivação, orgulho... não consigo definir o que sinto neste momento... Encontrei por acaso uma antiga doente minha. Já não a via há dois anos... mas ela continua a ser seguida pelas minhas colegas de trabalho... Encontros destes dão sentido à minha escolha profissional... gosto muito de fazer insvestigação mas sinto realmente a falta deste contacto com as pessoas, de as ver transformarem-se de consulta para a consulta, mesmo que isso implique uma luta tremenda... mas é essa luta que motiva, que nos faz sentir orgulhosos de nós mesmos, das pessoas com quem trabalhamos e dos esforços que as pessoas fazem. Porque a medicação ajuda, mas tudo depende delas. Sinto falta deste reforço, sinto falta do brilhozinho nos olhos dos outros, sinto falta do desafio. Não fui para Psicologia porque queria ajudar os outros... fui porque queria compreender o cérebro humano e o comportamento, porque achava ter uma sensibilidade especial. Tudo se confirmou, o meu gosto pelo cérebro refletiu-se nos 18 e 20 a neurociências (sim, cheguei a tirar 20 num exame prático de neuro), área que ainda hoje me fascina mas que infelizmente tive que deixar de lado... quem sabe um dia; a minha sensibilidade refletiu-se no departamento com que comecei a trabalhei e no que se desenvolveu posteriormente: trabalhei com doentes e familiares que requerem uma sensibilidade especial. Nem todos correram bem, mas no geral conseguia lidar bem com os cenários que encontrava e sei que consegui fazer a diferença em algumas pessoas.
Às vezes lembro-me da energia daqueles tempos e pergunto-me porque não a tenho agora uma vez que pareço fazer as coisas sem vontade, apenas porque tem que ser. Hoje tive a resposta: falta-me a recompensa do brilhozinho nos olhos dos doentes para me manter a mim motivada em fazer mais e melhor. Hoje lembrei-me de como foi boa a experiencia, do que mudou em mim depois disso e do quanto eu gostava de mim naquela época. Hoje tive a noção de que gosto muito de fazer investigação, mas quero mais. Quero voltar a vibrar, quero voltar a sentir aquela energia, quero voltar aos tempos em que substituía lágrimas por sorrisos e esperanças. Quero investigação, mas também quero isto... Se há muito que acho que tenho que dar o salto... hoje isso afirmou-se ainda mais em mim. Tenho de perder o medo, procurar e avançar. Quero criar o meu espaço de trabalho. Algo que me complemente, que complemente o trabalho de investigação e que me realize. Está na hora de quebrar estas correntes que arrasto e que sinto afundarem-me diariamente. Está na hora de mudar.
terça-feira, 5 de maio de 2015
No caos das voltas da vida
"Mudou a escala na minha vida, mudou o horário e mudou o tempo que vou ter disponível para mim. É cada vez menos e já nem sei como contornar isto, e mais isto, e mais aquilo. Tanta porra de voltas sem parar. Sinto-me atordoada, confusa, baralhada das ideias, sem saber que volta hei-de dar para encontrar o meu equilíbrio e a minha alegria de viver em mais esta cambalhota que não pedi na minha vida. Sinto-me cansada, esgotada de tanto looping, de ora estar de cabeça para baixo, ora de cabeça para cima, sem poder escolher as voltas que quero dar. Fico tonta com tanto rodopiar mas quero acreditar que não vai ser mais este obstáculo que me vai fazer desistir, que vou ser capaz de dar a cambalhota da vida e voltar a ficar na vertical a olhar a vida de frente e na direcção que eu escolhi e que sei que me faz feliz "Às vezes a nossa vida é colocada de cabeça para baixo para que possamos aprender a dar a volta e a viver de cabeça para cima."
Estas palavras escritas pela AC do blog nadadecoisanenhuma são uma descrição perfeita do meu estado e vida atual. Desde há um ano para cá que não vivo em outro cenário que não seja a mudança. Já não sei mais o que fazer, só sei que me sinto confusa em relação à minha própria pessoa, em relação à minha vida e acima de tudo, sinto-me cansada. Tremendamente cansada de não ter sossego, de não ter descanso, de não ter retorno do trabalho e da luta diária, de não ter realmente alguém ao meu lado que me ajude a passar por isto, de me sentir sozinha no meio de tanta gente. Decidi colocar um stop a várias situações no final do mês de Abril, mas decidi que com o início de Maio iria dar início a uma das maiores operações stop da minha vida. Vai ser lento e progressivo. Vai trazer ainda mais mudanças. Mas não posso continuar a afundar-me, a esquecer-me do que sou, do que quero para mim e acima de tudo, não posso continuar a esquecer-me de ser feliz.
Estas palavras escritas pela AC do blog nadadecoisanenhuma são uma descrição perfeita do meu estado e vida atual. Desde há um ano para cá que não vivo em outro cenário que não seja a mudança. Já não sei mais o que fazer, só sei que me sinto confusa em relação à minha própria pessoa, em relação à minha vida e acima de tudo, sinto-me cansada. Tremendamente cansada de não ter sossego, de não ter descanso, de não ter retorno do trabalho e da luta diária, de não ter realmente alguém ao meu lado que me ajude a passar por isto, de me sentir sozinha no meio de tanta gente. Decidi colocar um stop a várias situações no final do mês de Abril, mas decidi que com o início de Maio iria dar início a uma das maiores operações stop da minha vida. Vai ser lento e progressivo. Vai trazer ainda mais mudanças. Mas não posso continuar a afundar-me, a esquecer-me do que sou, do que quero para mim e acima de tudo, não posso continuar a esquecer-me de ser feliz.
Tanta coisa para escrever, tanto por dizer...
"há momentos em que me apetece escrever tudo e não posso escrever nada. isto de um diário sem chave tem esta dificuldade. mesmo que tente escrever tudo sem escrever coisa nenhuma sentirei que ficou demasiado por dizer."
Sei que algo anda novamente muito errado comigo quando sinto esta vontade enorme em escrever, em encontrar o meu equilíbrio através da escrita, e nada acontece para além de uma paralisia ou apenas me saiem pequenos retalhos que parecem um nada num tão grande todo que anda a acontecer comigo.
Rescaldo de um fim de semana de festa
Fim de semana com feriado à sexta e ainda por cima com festival de tunas daqueles top dos tops só poderia resultar em três dias de muita festa, diversão, mas também muita confusão. Ora vejamos:
5.ª feira - noite de serenata com festa no Bar Académico
- outfit simples mas atrativo
- jantar no sítio de sempre mas com uma tremenda desilusão quanto à qualidade de outrora. Resultado: devido ao meu estômago delicado que não aguenta comidas carregadas de sal, metade do jantar em pouco tempo foi fora :/
- S.Pedro ajudou e a serenata ao ar livre rolou
- finos, finos, finos e mais finos (nota-se bem que sou do norte, não nota? :p )
- encontro e conversa com O Tal... sim porque já não falo nestas coisas há muito tempo... mas tudo a seu tempo... não me convenceu, mas fez-me esquecer o quão chateada estava com ele e perceber que todo o meu corpo treme só de o ver.
- risos e mais risos, boa disposição, reencontros e abraços calorosos
- teria sido uma noite ainda melhor se o meu telemóvel não tivesse ido parar à sanita :/ está claro que morreu pa vida e encontra-se neste momento a testar novamente a teoria do arroz enquanto elemento ressuscitador de smartphones
6.ª feira - primeiro dia de festival
- reencontro de amigas e um brinde à amizade que começou precisamente há dois anos atrás, na mesma alegria e ambiente de festa.
- outfit "arejado" e "provocador"... era uma estreia, não estava muito convencida... fiquei fã!
- porque sou daquelas que gosta de repetir erros - jantar no sitio do costume, mas desta vez cheias de pressa. Resultado: uma mega crise de estômago perante comiga novamente super salgada e cheia de gordura (e eu que tinha pedido peito de frango grelhado precisamente para ser sequinho!!) e parte do espetaculo passada na casa de banho
- E como se não bastasse, a marca oficial da cerveja no festival era Sagres, que eu somente detesto (não sou nada do norte, pois não?). Solução: Só para abrir a noite, siga beber meio copo de uma vez (porque já vão bem longe os tempos em que fazia penalties de cerveja sem dificuldade) para ver se arroto e melhoro. Dito e feito. Fiquei fina e pronta para a noite.
- Chuvinha da grossa, cabelo esticado pó teto, sapatos encharcados
- Discoteca, com antigo colega de casa a trabalhar no bar = bebidas à pala = desgraça!
- Encontros e abraços saudosos, conversas sérias em ambiente de festa e uma MC que anda sensível e frágil resultaram em algo inesperado: pela primeira vez na minha vida fiz um chorinho na noite! Solução nada eficaz: começar a pedir abraços para esconder a cara e ver se passava... qual quê??!! o povo, não sei se era devido à proximidade só me fazia confidências ao ouvido e só pioravam a coisa!
- passou, vieram mais risos, mais copos.
- Sair da discoteca às 8h com o Tal, depois de mais uma grande e boa conversa e a pedir-lhe para ele me vir salvar porque as minhas amigas estavam super chateadas e sabia que ia sobrar para mim.
Sábado
- Acordo a saber que ainda estou para as curvas e mantenho qualidades de antigamente: ressaca = 0
- Tarde de passeio no centro, comigo desligada da terra e ligada na lua...
- Dia em que me apercebo das fragilidades delas, do quanto cresci neste último ano e do quanto me orgulho disso mas que simultaneamente, especificamente neste dia, cria um afastamento em relação a elas
- Outfit de partir tudo!
- Jantar em sítio diferente, novo, acolhedor e com gerência conhecida = tratamento de luxo
- Voltamos à festa, eu mais segura do que nunca mas a não gostar do comportamento delas. Ele novamente a elogiar e a falar comigo coisas de gente grande e coisas sobre nós. Senti que disse demasiado mas fo verdadeiro... acho que paguei por isso no final da noite.
- Orgulhei-me de mim ao longo da noite, lamentei tê-las comigo. Eu fui lá para estar com os meus amigos, divertir-me e relaxar. Não fui para estar num sala diferente, com caras de amuadas, de quem não sabe dar à volta aos problemas quando o momento não é o mais adequado para os resolver.
- Chegar a casa, triste por não ter estado uma única vez com ele, por não me ter conseguido despedir e ainda ter que levar na cabeça, sentir-me incompreendida, mas porque também sei reconhecer que errei, a pedir deculpas.
Domingo
- Vir para casa chateada. Não era assim que era suposto ter vindo deste fim de semana.
- Mandar mensagem ao Tal conforme o que foi falado... ficar ainda mais chateada por ele não mostrar mudanças. Ele até pode ter dito a verdade mas não se esforça por me convencer disso.
- Chegar a casa e querer ter um espaço só para mim, poder relaxar sem me sentir culpada porque fui para a festa... mas isso é algo que simplesmente não acontece dentro destas quatro paredes...
- conclusão: era suposto estar de energias renovadas, cabeça cansada mas fresca, alegre, bem disposta e motivada. Resultado: sinto-me outra vez na m**da, dentro desta prisão sem grades de onde quero, mas não posso voar.
No entanto e apesar de tudo, digo que, em termos de organização, este deve ter sido um dos melhores festivais a fui da Tuna Universitária do Minho. Mais um que fica para a história. :)
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Sei que estou atrasada...
... espero que todos os que por aqui passam tenham tido um bom fim de semana. O meu resumiu-se a isto:
Desliguei-me do mundo digital e andei por aqui a matar saudades da terra que me é tão querida, daqueles que me são tão queridos e do espetáculo que mais uma vez deixou marcas no coração. Três dias (sim porque com serenata em véspera de feriado, o festival teve direito a dia extra!) de emoções fortes, boas e más e que me estão a dar um trabalhão psicológico para conseguir processar para mim mesma tudo quanto aconteceu. Vão haver mais novidades...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Finalmente recomeço a ser eu
Amanhã começo uma nova etapa. Fiz um fim de semana de introspeção e alinhamento de energias. Parece ter resultado. Novidades para breve.
terça-feira, 21 de abril de 2015
O que se passa com a amizade?
É o mote de uma excelente publicidade da Super Bock que se tornou viral em tudo quanto é rede social. A mim fez-me chorar. Fez-me ter vontade de enviar para aquela que foi a minha melhor amiga por mais de 22 anos. Sim, digo "foi". Não é mais e isso entristece-me solenemente. Ela deixou de ter tempo para mim, deixou de se preocupar comigo e pior do que isso, durante este afastamento transformou-se em alguém que eu não gosto. Arrogante, mesquinha, superior, depreciativa. Eu tentei falar com ela por diversas vezes, mas ela sabe muito bem o que se passa e foge. Ou é isto ou aquilo ou então o namorado está na presença precisamente para evitar uma conversa desagradável ou vir em defesa dela. Os nossos objetivos, ideias de vida sempre foram diferentes. Mas sempre nos aceitaram. Ela já não aceita mais a minha diferença e pior do que isso, julga, acha-se superior e melhor. Nunca suportei pessoas assim e ver este conjunto de características na minha melhor amiga magoa-me imenso. Acima de tudo porque também é visível e notório para o restante grupo de amigos. Chamaram-na de infantil, e eu defendi-a. Chamaram-na disto e daquilo e eu defendi-a. Não posso defendâ-la mais. Não o quero fazer e agora quem foge de encontros com ela sou eu. É demasiado penoso para mim, principalmente porque ela age de uma forma cínica e hipócrita, como se nada estivesse acontecer. No meu íntimo ainda tenho esperança que as coisas se resolvam... mas cansei-me de tentar e não a vejo a fazer o mesmo por mim, por nós... e isso mata, todo os dias, a restiazinha de esperança que ainda tenho.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Um mês e meio depois da tese
O que tens feito MC?
Sabem aquele desejo enorme de descansar, de colocar as ideias no sítio depois de três meses enfiada em casa sempre a trabalhar para terminar a tese??? O dolce fare niente? Aquilo com que eu sonhava ter pelo menos uma semana depois da entrega?? Esqueçam!!! Sinto-me num turbilhão!!! Sem tempo para parar, respirar, organizar-me. Aos poucos tenho tentado colocar ordem nos caos, mas continuo a sentir-me caótica! Vejamos:
- Depois de uma semana praticamente sem dormir para finalizar os últimos detalhes da tese, chego a casa e tenho as minhas amigas à porta com um enorme ar de "surpresa!!": Fizeram fato de carnaval a contar comigo! Senti-me uma felizarda, principalmente depois do momento da entrega ter sido um verdadeiro desastre (nem quero comentar)
- Seguiram-se mais 3 noitadas de Carnaval - não foram nada de especial, mas que souberam muito bem. Afinal ainda era uma pessoa normal com competências de "cúmbíbio".
- Dormi e descansei por três dias. Depois disso rebenta uma bomba nuclear cá em casa que ainda está por resolver mas que veio mexer com as entranhas de tudo e todos na família. Está um ambiente familiar péssimo. Ando a tentar gerí-lo, mas não está fácil. (o que também não está a ser nada fácil é voltar a viver na terrinha, 10 anos depois de ter morado em Braga... mas sobre isso falarei mais tarde)
- Duas semanas depois da entrega da tese recebo um telefonema da Universidade do Minho: "Já entregou a tese? Está interessada em colaborar connosco em X projeto? Precisamos de ajuda por dois meses" - Tenho contrato assinado, para tempo parcial, para colaborar num projeto de investigação e ainda dar umas aulitas pelo meio - yeeaahh!
- Morreu a minha quase avó :( Não falo mais sobre isto...
- Recebo outro telefonema: "É da ARS para confirmar o seu plano de formação". De repente sou formadora num centro de saúde perto de casa no âmbito de um projeto submetido por mim há meio século. Já nem me lembrava! Niiice... Mais trabalho!!!
- Fui num fim de semana a Berlim, em trabalho. bahhh Ainda pensei que fosse dar para aproveitar a tarde de domingo livre mas o S.Pedro estragou-me os planos.
- Sinto que perdi a minha melhor amiga... ou ela é que me perdeu... ainda não sei bem, estou demasiadamente magoada e a processar todos os acontecimentos para poder decidir o que fazer ou dizer... só sei que 22 anos de amizade parecem ter ido pelo cano abaixo por coisas absolutamente mesquinhas mas deveras manipuladas e influenciadas por pessoas que nos rodeiam... (acho que também estou a precisar de "deitar cá para fora" coisas sobre este assunto)
- Inscrevi-me num ginásio yeeahhh!!! Ando aqui que não me mexo depois de dois meses parada mas tive que ir bater na freguesia ao lado porque quando fui ao pavilhão desportivo perguntar "E aulas de cycling, tem? "Que é isso menina?? Spinning? (cara ainda mais parva) Pronto, deixe lá isso..." Quando puder também vos apresento o fenómeno do entroncamento em que vivo! Santa paciência!
- Conheci e interessei-me por um moço... que sei que é muito bom moço, das melhores coisinhas e do mais bem intencionado que me apareceu à frente desde há séculos!... mas eu e o meu problema com "relacionamentos/ eventuais amostras de homens adequados para a minha pessoa mas que eu insisto em despresar" já lhe estou a por defeitos, e a dizer que não dá e ainda só fomos ao cinema e tomar uns cafés mas eu já me sinto asfixiada... tenho também que resolver isto
E acho que já chega não??? Aos poucos vou tentar falar sobre estas novidades porque sinto-me a explodir por dentro e essa sensação não vai passar enquanto não escrever sobre tudo!
Sabem aquele desejo enorme de descansar, de colocar as ideias no sítio depois de três meses enfiada em casa sempre a trabalhar para terminar a tese??? O dolce fare niente? Aquilo com que eu sonhava ter pelo menos uma semana depois da entrega?? Esqueçam!!! Sinto-me num turbilhão!!! Sem tempo para parar, respirar, organizar-me. Aos poucos tenho tentado colocar ordem nos caos, mas continuo a sentir-me caótica! Vejamos:
- Depois de uma semana praticamente sem dormir para finalizar os últimos detalhes da tese, chego a casa e tenho as minhas amigas à porta com um enorme ar de "surpresa!!": Fizeram fato de carnaval a contar comigo! Senti-me uma felizarda, principalmente depois do momento da entrega ter sido um verdadeiro desastre (nem quero comentar)
- Seguiram-se mais 3 noitadas de Carnaval - não foram nada de especial, mas que souberam muito bem. Afinal ainda era uma pessoa normal com competências de "cúmbíbio".
- Dormi e descansei por três dias. Depois disso rebenta uma bomba nuclear cá em casa que ainda está por resolver mas que veio mexer com as entranhas de tudo e todos na família. Está um ambiente familiar péssimo. Ando a tentar gerí-lo, mas não está fácil. (o que também não está a ser nada fácil é voltar a viver na terrinha, 10 anos depois de ter morado em Braga... mas sobre isso falarei mais tarde)
- Duas semanas depois da entrega da tese recebo um telefonema da Universidade do Minho: "Já entregou a tese? Está interessada em colaborar connosco em X projeto? Precisamos de ajuda por dois meses" - Tenho contrato assinado, para tempo parcial, para colaborar num projeto de investigação e ainda dar umas aulitas pelo meio - yeeaahh!
- Morreu a minha quase avó :( Não falo mais sobre isto...
- Recebo outro telefonema: "É da ARS para confirmar o seu plano de formação". De repente sou formadora num centro de saúde perto de casa no âmbito de um projeto submetido por mim há meio século. Já nem me lembrava! Niiice... Mais trabalho!!!
- Fui num fim de semana a Berlim, em trabalho. bahhh Ainda pensei que fosse dar para aproveitar a tarde de domingo livre mas o S.Pedro estragou-me os planos.
- Sinto que perdi a minha melhor amiga... ou ela é que me perdeu... ainda não sei bem, estou demasiadamente magoada e a processar todos os acontecimentos para poder decidir o que fazer ou dizer... só sei que 22 anos de amizade parecem ter ido pelo cano abaixo por coisas absolutamente mesquinhas mas deveras manipuladas e influenciadas por pessoas que nos rodeiam... (acho que também estou a precisar de "deitar cá para fora" coisas sobre este assunto)
- Inscrevi-me num ginásio yeeahhh!!! Ando aqui que não me mexo depois de dois meses parada mas tive que ir bater na freguesia ao lado porque quando fui ao pavilhão desportivo perguntar "E aulas de cycling, tem? "Que é isso menina?? Spinning? (cara ainda mais parva) Pronto, deixe lá isso..." Quando puder também vos apresento o fenómeno do entroncamento em que vivo! Santa paciência!
- Conheci e interessei-me por um moço... que sei que é muito bom moço, das melhores coisinhas e do mais bem intencionado que me apareceu à frente desde há séculos!... mas eu e o meu problema com "relacionamentos/ eventuais amostras de homens adequados para a minha pessoa mas que eu insisto em despresar" já lhe estou a por defeitos, e a dizer que não dá e ainda só fomos ao cinema e tomar uns cafés mas eu já me sinto asfixiada... tenho também que resolver isto
E acho que já chega não??? Aos poucos vou tentar falar sobre estas novidades porque sinto-me a explodir por dentro e essa sensação não vai passar enquanto não escrever sobre tudo!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Guardar o que é bom de guardar
Quando se termina uma relação, por vezes, há sempre coisas que ficam por dizer. Pensamentos que na altura achamos que não valem a pena ser ditos para não pioraras coisas, ou porque o choque do que está a acontecer nos impede de falar. O tempo passa, mas essas palavras repentem-se em looping na nossa cabeça. Nuns primeiros tempos, irrompem os nossos pensamentos e as mais pequenas coisas do dia a dia. Às vezes vem associada a raiva (primeiro) e a tristeza (depois). Mas aprender com o que aconteceu (ou não aconteceu), com o correu mal e bem, retirar disso coisas positivas e aprendizagens, chama-se maturidade e crescimento. Para mim esta é a parte que custa. Não é o acabar. É o refazer de um dia a dia em que o outro já não existe. É o refazer-me, procurando "guardar só o que é bom de guardar"... Contigo aprendi a dar-me mais valor; tomei consciência dos meus medos. Medos que não quero mais que se repitam ou que me impeçam de ir mais além; aprendi o que não fazer; aprendi que quando dói e nos maltratam, não é amor e que devemos ficar por aí. Aprendi, que quando realmente se quer e quando ambos querem, tudo é possível... mas quando a vontade é desigual, o outro acaba invariavelmente magoado e, pior ainda, desrespeitado. Aprendi a lutar pelo que quero. Aprendi e continuo a aprender. Magoaste-me muito... mais do que algum um dia o fez. Mas a raiva há-de passar. Sempre passa... E haverá então espaço para memórias especiais de momentos e de alguém que numa determinada altura da nossa vida nos/me fez feliz.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Amanhã há mais
"Eu acho que gente que faz e faz muito tem muito valor. Reclama, claro, mas com direito. Porque luta, porque luta muito e por vezes não consegue. Mas hoje desiste (ou faz uma pausa) mas amanhã retoma. E volta a lutar."
"Mensagem dos Anjos", do blog "Ronhonhó, ronhonhó, ronhonhó".
Ao ler o texto, dei por mim a recuar dois anos atrás na minha vida. Recuei a uma altura em que senti exatamente o mesmo. Em que passei pela mesma sensação, pela perceção e compreensão das escolhas - dos outros - que em muito contribuiram para as minhas. Tinha caído, mas estava-me a erguer, estava a acordar. Desde então que que acordar se tornou sinónimo de luta. Não que antes não o fosse. Mas agora era diferente. Com a queda arrastei muita coisa pelo caminho. Era preciso reconstruir - a minha pessoa e o mundo à minha volta. O meu mundo. Desde o momento em que decidi acordar e lutar, que tem sido uma luta diária. Umas vezes sucedidas, outras nem por isso. E pelo meio nasceu este "The never-ending fight". Porque desde sempre a senti. Porque depois deste novo acordar percebi que o que defini querer para mim, porque o mereço, porque sou esforçada em tudo o que faço, porque sou dedicada, exige esta luta. Porque é uma luta interna pelo querer ser melhor (não do que os outros, mas melhorar-me enquanto pessoa) e pelo querer fazer melhor. Passei (continuo a passar) por coisas complicadas. Mas continuo a tentar e continuarei, mesmo quando todos os esforços parecem em vão. Hoje foi um desses dias. Foi um dia que apeteceu desistir. Portanto, hoje faço uma pausa. Vou dar-me o dascanso que preciso. Recuperar forças. Amanhã é outro dia. Amanhã há mais.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
MC, a sonhadora
"Eu queria que as pessoas parassem de fugir
toda vez que eu digo “eu gosto de você”.
Parassem de fugir
toda vez que eu ligo e pergunto:
“Vamos sair?”
Eu queria que as pessoas parassem de se preocupar
com o que os outros vão dizer sobre sua roupa,
seu cabelo e o seu sapato.
Queria que elas se preocupassem mais
com as cicatrizes do seu coração partido,
e se abraçassem mais no frio.
Eu queria que as pessoas parassem de mentir.
Não tem mistério.
Se você ama,
não engana certo?
Que parassem com essa bobagem
de falar que tem que ter coragem pra amar.
Não, não e não.
Para amar, basta sonhar e acreditar.
Queria que as pessoas parassem de usar o medo
como fuga para não se envolver.
Apenas mais uma desculpa para desaparecer.
Eu não sei como, e eu não sei porquê.
Queria entender como você foge de alguém
que ama você?
Pois é.
No fundo, todo mundo sabe.
A razão foge.
O coração se envolve.
Queria que parassem de dizer:
“Você é a pessoa certa, mas no momento errado”.
Esse “bla bla bla” não da mais para escutar.
Sempre as mesmas desculpas no ar.
Eu queria mais sinceridade
neste mundo cheio de vaidade.
Queria que não precisasse existir uma campanha
“Não use maquiagem.”
Que bobagem.
Você usa e faz o que quiser.
A liberdade é que faz de você uma mulher.
Eu queria que as pessoas valorizassem mais o outro
em vez do corpo.
Que as pessoas parassem de ir atrás de quem foi embora,
fechou a porta e jogou a chave fora.
Eu queria que as pessoas olhassem no espelho e gritassem:
“EU AMO VOCÊ”.
A plenos pulmões novamente:
“EU AMO VOCÊ”.
Eu queria que as pessoas
fossem mais que um caso de uma noite.
Que só valeu a pena
se tiver terminado na cama.
Eu queria que as pessoas se abraçassem mais.
Que transassem com intimidade.
Que trocassem olhares em vez de mensagens.
Eu queria um mundo com mais sussurros no escuro.
Queria que você me ligasse para dizer:
“Quero te ver agora. Vamos. AGORA. ”
Não importa a hora.
Queria que as pessoas gostassem mais uma das outras.
Que se apaixonassem pelo jeito
e não julgassem os defeitos.
Ninguém é perfeito.
Eu quero que no último dia da sua vida
você possa sorrir e dizer:
“Eu fiz tudo o que eu queria fazer.”
A vida vai passar.
Atrasar o relógio não faz o tempo voltar.
Então, não deixe aquele momento perfeito,
ser arruinado pelo medo.
Arrisque. Não pare.
A vida é uma, é sua.
Espero que entenda.
Se você ama, então vá.
Se envolva.
E se for possível,
escreva isso bem grande no seu espelho.
Pra você,
e pro mundo inteiro."
Revi-me em cada palavra. Está fantástico!
Retirado daqui
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Maria Caxuxa, igual a si mesma
As reticências... uso e abuso delas. É a forma que arranjo p'ra não dar o meu pensamento por terminado, p'ra dar a entender que tenho mais p'ra dizer... Como quando não fechamos a porta, mas apenas a encostamos p'ra que seja mais fácil alguém entrar, sem precisar de bater... Lido mal com os pontos finais. São castradores. Não me deixam espaço, impõem-me limites, cortam-me as asas.
A minha vida deveria ser como a minha escrita, cheia de reticências... Não das que denunciam dúvidas, hesitações, mas daquelas que traçam avenidas que se enchem de gente, onde ecoam risos e se oferecem abraços a troco de nada...
A ironia é que sou uma mulher que distribui pontos finais. E se uns são merecidos, outros nem por isso. Preciso de aprender a dar o benefício da dúvida, a conceder oportunidades, a deixar de ter medo. Medo de que gostem de mim."
Retirado de Don't Play Games With A Girl Who Can Play Better
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