Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O pânico aproxima-se...


Parece que já tenho finalmente agendada uma data provisória para a defesa da minha tese... Vou ter uns santos populares memoráveis...

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Encontros que nos fazem pensar

Saudades, felicidade, saber que fizemos a diferença, motivação, orgulho... não consigo definir o que sinto neste momento... Encontrei por acaso uma antiga doente minha. Já não a via há dois anos... mas ela continua a ser seguida pelas minhas colegas de trabalho... Encontros destes dão sentido à minha escolha profissional... gosto muito de fazer insvestigação mas sinto realmente a falta deste contacto com as pessoas, de as ver transformarem-se de consulta para a consulta, mesmo que isso implique uma luta tremenda... mas é essa luta que motiva, que nos faz sentir orgulhosos de nós mesmos, das pessoas com quem trabalhamos e dos esforços que as pessoas fazem. Porque a medicação ajuda, mas tudo depende delas. Sinto falta deste reforço, sinto falta do brilhozinho nos olhos dos outros, sinto falta do desafio. Não fui para Psicologia porque queria ajudar os outros... fui porque queria compreender o cérebro humano e o comportamento, porque achava ter uma sensibilidade especial. Tudo se confirmou, o meu gosto pelo cérebro refletiu-se nos 18 e 20 a neurociências (sim, cheguei a tirar 20 num exame prático de neuro), área que ainda hoje me fascina mas que infelizmente tive que deixar de lado... quem sabe um dia; a minha sensibilidade refletiu-se no departamento com que comecei a trabalhei e no que se desenvolveu posteriormente: trabalhei com doentes e familiares que requerem uma sensibilidade especial. Nem todos correram bem, mas no geral conseguia lidar bem com os cenários que encontrava e sei que consegui fazer a diferença em algumas pessoas. 

Às vezes lembro-me da energia daqueles tempos e pergunto-me porque não a tenho agora uma vez que pareço fazer as coisas sem vontade, apenas porque tem que ser. Hoje tive a resposta: falta-me a recompensa do brilhozinho nos olhos dos doentes para me manter a mim motivada em fazer mais e melhor. Hoje lembrei-me de como foi boa a experiencia, do que mudou em mim depois disso e do quanto eu gostava de mim naquela época. Hoje tive a noção de que gosto muito de fazer investigação, mas quero mais. Quero voltar a vibrar, quero voltar a sentir aquela energia, quero voltar aos tempos em que substituía lágrimas por sorrisos e esperanças. Quero investigação, mas também quero isto... Se há muito que acho que tenho que dar o salto... hoje isso afirmou-se ainda mais em mim. Tenho de perder o medo, procurar e avançar. Quero criar o meu espaço de trabalho. Algo que me complemente, que complemente o trabalho de investigação e que me realize. Está na hora de quebrar estas correntes que arrasto e que sinto afundarem-me diariamente. Está na hora de mudar. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

No caos das voltas da vida

"Mudou a escala na minha vida, mudou o horário e mudou o tempo que vou ter disponível para mim. É cada vez menos e já nem sei como contornar isto, e mais isto, e mais aquilo. Tanta porra de voltas sem parar. Sinto-me atordoada, confusa, baralhada das ideias, sem saber que volta hei-de dar para encontrar o meu equilíbrio e a minha alegria de viver em mais esta cambalhota que não pedi na minha vida. Sinto-me cansada, esgotada de tanto looping, de ora estar de cabeça para baixo, ora de cabeça para cima, sem poder escolher as voltas que quero dar. Fico tonta com tanto rodopiar mas quero acreditar que não vai ser mais este obstáculo que me vai fazer desistir, que vou ser capaz de dar a cambalhota da vida e voltar a ficar na vertical a olhar a vida de frente e na direcção que eu escolhi e que sei que me faz feliz  "Às vezes a nossa vida é colocada de cabeça para baixo para que possamos aprender a dar a volta e a viver de cabeça para cima."

Estas palavras escritas pela AC do blog nadadecoisanenhuma são uma descrição perfeita do meu estado e vida atual. Desde há um ano para cá que não vivo em outro cenário que não seja a mudança. Já não sei mais o que fazer, só sei que me sinto confusa em relação à minha própria pessoa, em relação à minha vida e acima de tudo,  sinto-me cansada. Tremendamente cansada de não ter sossego, de não ter descanso, de não ter retorno do trabalho e da luta diária, de não ter realmente alguém ao meu lado que me ajude a passar por isto, de me sentir sozinha no meio de tanta gente. Decidi colocar um stop a várias situações no final do mês de Abril, mas decidi que com o início de Maio iria dar início a uma das maiores operações stop da minha vida. Vai ser lento e progressivo. Vai trazer ainda mais mudanças. Mas não posso continuar a afundar-me, a esquecer-me do que sou, do que quero para mim e acima de tudo, não posso continuar a esquecer-me de ser feliz. 

Já treinaste hoje?

Não vou ao ginásio ou faço qualquer exercício desde 5.ª feira... Hoje cheira-me que vou sair de lá toda escancarada mas novamente com tudo no sítio!


Retirado daqui

Tanta coisa para escrever, tanto por dizer...





"há momentos em que me apetece escrever tudo e não posso escrever nada. isto de um diário sem chave tem esta dificuldade. mesmo que tente escrever tudo sem escrever coisa nenhuma sentirei que ficou demasiado por dizer." 


Sei que algo anda novamente muito errado comigo quando sinto esta vontade enorme em escrever, em encontrar o meu equilíbrio através da escrita, e nada acontece para além de uma paralisia ou apenas me saiem pequenos retalhos que parecem um nada num tão grande todo que anda a acontecer comigo. 

Rescaldo de um fim de semana de festa

Fim de semana com feriado à sexta e ainda por cima com festival de tunas daqueles top dos tops só poderia resultar em três dias de muita festa, diversão, mas também muita confusão. Ora vejamos:

5.ª feira - noite de serenata com festa no Bar Académico
- outfit simples mas atrativo
- jantar no sítio de sempre mas com uma tremenda desilusão quanto à qualidade de outrora. Resultado: devido ao meu estômago delicado que não aguenta comidas carregadas de sal, metade do jantar em pouco tempo foi fora :/
- S.Pedro ajudou e a serenata ao ar livre rolou
- finos, finos, finos e mais finos (nota-se bem que sou do norte, não nota? :p )
- encontro e conversa com O Tal... sim porque já não falo nestas coisas há muito tempo... mas tudo a seu tempo... não me convenceu, mas fez-me esquecer o quão chateada estava com ele e perceber que todo o meu corpo treme só de o ver.
- risos e mais risos, boa disposição, reencontros e abraços calorosos
- teria sido uma noite ainda melhor se o meu telemóvel não tivesse ido parar à sanita :/ está claro que morreu pa vida e encontra-se neste momento a testar novamente a teoria do arroz enquanto elemento ressuscitador de smartphones

6.ª feira - primeiro dia de festival
- reencontro de amigas e um brinde à amizade que começou precisamente há dois anos atrás, na mesma alegria e ambiente de festa. 
- outfit "arejado" e "provocador"... era uma estreia, não estava muito convencida... fiquei fã!
- porque sou daquelas que gosta de repetir erros - jantar no sitio do costume, mas desta vez cheias de pressa. Resultado: uma mega crise de estômago perante comiga novamente super salgada e cheia de gordura (e eu que tinha pedido peito de frango grelhado precisamente para ser sequinho!!) e parte do espetaculo passada na casa de banho
- E como se não bastasse, a marca oficial da cerveja no festival era Sagres, que eu somente detesto (não sou nada do norte, pois não?). Solução: Só para abrir a noite, siga beber meio copo de uma vez (porque já vão bem longe os tempos em que fazia penalties de cerveja sem dificuldade) para ver se arroto e melhoro. Dito e feito. Fiquei fina e pronta para a noite. 
- Chuvinha da grossa, cabelo esticado pó teto, sapatos encharcados
- Discoteca, com antigo colega de casa a trabalhar no bar = bebidas à pala = desgraça!
- Encontros e abraços saudosos, conversas sérias em ambiente de festa e uma MC que anda sensível e frágil resultaram em algo inesperado: pela primeira vez na minha vida fiz um chorinho na noite! Solução nada eficaz: começar a pedir abraços para esconder a cara e ver se passava... qual quê??!! o povo, não sei se era devido à proximidade só me fazia confidências ao ouvido e só pioravam a coisa! 
- passou, vieram mais risos, mais copos. 
- Sair da discoteca às 8h com o Tal, depois de mais uma grande e boa conversa e a pedir-lhe para ele me vir salvar porque as minhas amigas estavam super chateadas e sabia que ia sobrar para mim. 

Sábado
- Acordo a saber que ainda estou para as curvas e mantenho qualidades de antigamente: ressaca = 0
- Tarde de passeio no centro, comigo desligada da terra e ligada na lua... 
- Dia em que me apercebo das fragilidades delas, do quanto cresci neste último ano e do quanto me orgulho disso mas que simultaneamente, especificamente neste dia, cria um afastamento em relação a elas
- Outfit de partir tudo!
- Jantar em sítio diferente, novo, acolhedor e com gerência conhecida = tratamento de luxo
- Voltamos à festa, eu mais segura do que nunca mas a não gostar do comportamento delas. Ele novamente a elogiar e a falar comigo coisas de gente grande e coisas sobre nós. Senti que disse demasiado mas fo verdadeiro... acho que paguei por isso no final da noite. 
- Orgulhei-me de mim ao longo da noite, lamentei tê-las comigo. Eu fui lá para estar com os meus amigos, divertir-me e relaxar. Não fui para estar num sala diferente, com caras de amuadas, de quem não sabe dar à volta aos problemas quando o momento não é o mais adequado para os resolver. 
- Chegar a casa, triste por não ter estado uma única vez com ele, por não me ter conseguido despedir e ainda ter que levar na cabeça, sentir-me incompreendida, mas porque também sei reconhecer que errei, a pedir deculpas. 

Domingo
- Vir para casa chateada. Não era assim que era suposto ter vindo deste fim de semana. 
- Mandar mensagem ao Tal conforme o que foi falado... ficar ainda mais chateada por ele não mostrar mudanças. Ele até pode ter dito a verdade mas não se esforça por me convencer disso. 
- Chegar a casa e querer ter um espaço só para mim, poder relaxar sem me sentir culpada porque fui para a festa... mas isso é algo que simplesmente não acontece dentro destas quatro paredes...
- conclusão: era suposto estar de energias renovadas, cabeça cansada mas fresca, alegre, bem disposta e motivada. Resultado: sinto-me outra vez na m**da, dentro desta prisão sem grades de onde quero, mas não posso voar. 

No entanto e apesar de tudo, digo que, em termos de organização, este deve ter sido um dos melhores festivais a fui da Tuna Universitária do Minho. Mais um que fica para a história. :) 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sei que estou atrasada...

... espero que todos os que por aqui passam tenham tido um bom fim de semana. O meu resumiu-se a isto: 





Desliguei-me do mundo digital e andei por aqui a matar saudades da terra que me é tão querida, daqueles que me são tão queridos e do espetáculo que mais uma vez deixou marcas no coração. Três dias (sim porque com serenata em véspera de feriado, o festival teve direito a dia extra!) de emoções fortes, boas e más e que me estão a dar um trabalhão psicológico para conseguir processar para mim mesma tudo quanto aconteceu. Vão haver mais novidades...