Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Culpa, muita culpa...

É o que sinto por já estarmos no primeiro dia do segundo mês de 2016 e eu ainda ter vindo aqui pôr as vistas, mãozinhas e o corpinho por aqui! 

Shame on me!

Para compensar deixo esta coisa fofa com que me deparei hoje. 


domingo, 6 de dezembro de 2015

O grito que me sufoca


Nunca te pedi nada. Nada que fosse impossível. E o que eu queria era tão pouco.
Bastar-me-ia ouvir-te dizer que tivestes saudades minhas, que te fiz falta, que te completo, que me queres por perto... muito perto. Só queria que te sentisses meu. Para que eu me sentisse tua.
Mas talvez o meu pouco seja o teu muito. O meu possível seja o teu imposssível.
Talvez, um dia, nos encontremos no meio termo. Talvez.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Felizmente faltam 29 dias para o ano acabar

Não aguento mais perdas.

2015 foi um ano de desaparecimentos definitivos - pelo menos fisicamente - de pessoas que me eram muito queridas. Mas a notícia que acabo de receber, representa uma das maiores perdas do ano. Comecei 2015 a perder a pessoa que mais cuidou de mim quando era menina. Termino o ano com a perda da pessoa que mais cuidou de mim na vida adulta. No primeiro caso, era esperado devido a doença. No segundo, deveria ser algo esperado tendo em conta a idade... mas sendo alguém que já ultrapassou tanta coisa, porque não ultrapassar mais uma? "Ela é forte. Sempre se aguentou." Pensava eu enquanto me diziam "Ela está muito mal". Mas já tinha estado muito mal antes e sempre acabava por me dar aquele abraço, aquele beijo forte, acompanhados por mais uma lição de vida. Não era minha avó de sangue, mas era avó do coração. E eu não vou poder lá estar para me despedir dela. Porque as pessoas que me encaram como uma adulta na hora de resolver problemas, tratam-me como uma menina nestes momentos, procurando-me proteger ao esconderem-me a notícia. Esqueceram-se é que hoje em dia há redes sociais, telemóveis e mensagens onde tudo se sabe e eu fiquei a saber da pior maneira e no pior momento. Tenho hoje, à mesma hora em que se realiza o funeral, uma reunião super importante. Sei que me posso despedir depois mas não será a mesma coisa. E pior de tudo é que sinto-me a chegar ao meu limite de recursos para manter a capa de miúda/mulher sempre alegre e bem-disposta. Neste momento quero desabar. Quero não ter que me recompor. Quero não ter que terminar a apresentação. Quero-me descontrolar. Quero colocar "esta dor que grita bem cá dentro" toda cá para fora. Quero gritar que não aguento mais. Não aguento mais cuidar e não ser cuidada... e hoje, hoje sinto que perdi um bocadinho mais de hipóteses de ter quem cuidasse de mim. 

E sei que não devia pensar nisso agora... mas assusta-me vislumbrar a ideia de que até ao final do ano é provável que mais uma perda venha a acontecer... se é que já não aconteceu... 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O meu mundo em mudança...

... é um mundo em que:

- já não sou estudante. Agora trabalho para uma instituição reconhecida, num projeto que não é meu, que ainda estou com dificuldades em abraçar depois de ter estado 4 anos sempre de volta do mesmo tema. Passar de obesidade para jovens delinquentes está ser mesmo muito brusco e estou com dificuldades em lidar com a pressão no trabalho.

- já não tenho a N. como melhor amiga - talvez nem como amiga no verdadeiro sentido da palavra - e esta, sem que tenha real noção disso, está a ser uma perda e mudança extremamente difícil para mim. Ainda nem sequer estou em fase de recuperação. Continuo na fase de choque.

- sou adulta à seria, com contas para pagar, descontos e impostos; ando sempre a pensar nos tostões, para ver se consigo além das obrigações, guardar algum e pelo meio comprar uns miminhos para mim. Não me estou a dar mal, sei que sou controlada, poupada e organizada, mas ainda me sinto aflita e entro em pânico perante a possibilidade de não conseguir pagar as minhas coisas.

- assumi demasiadas responsabilidades familiares e que agora à distância tudo se torna mais difícil de gerir. Não tenho sequer opção ou alternativa pois sou filha única e não há mais ninguém (tios, padrinhos, madrinhas, etc à volta que possam ajudar)

- me tornei mais precavida, desconfiada e reservada.

- deixei de querer flirts e querer coisas à séria, mesmo sabendo que isso pa mim é complicado. Estou cada vez mais consciente de alguns do meu erro do passado e ando a tentar mudar isso... mas está a ser também realmente difícil, principalmente, quando essa mudança pode vir a implicar outra grande perda na minha vida.

- já nao sou a party girl de antigamente. Já prefiro um bom ambiente, um bom serão e boa conversa mesmo que seja até de manhã - não significa que as noitadas tenham acabado - do que ir pa um sítio cheio de gente - normalmente homens à caça - com música que não vale nada. Já nem dá para dançar como antes... e disso sim, sinto muita falta.

- sei quem quero e não quero ter à minha beira mesmo que isso impleque pouca gente à minha volta.

- continuo a analisar e reanalisar e a tentar melhorar a minha pessoa. Preocupo-me demasiado em ser correta em todas as situações e para com todos os que me rodeiam, mesmo aqueles que não merecem isso de mim. Permito comportamentos nos outros que me prejudicam, que me fazem sentir mal e mesmo sabendo isso tenho dificuldades em mandar essas pessoas embora da minha vida. Temo sempre demasiado as consequências de uma má ação, pois o futuro é incerto e gosta de pregar partidas.

- e por último (suspiro)... eu tentei, fugi a sete pés, procurei manter-me distante, mas foi sempre mais forte do que eu; dei para trás, neguei, mas ele soube conquistar o espaço dele; soube respeitar a minha necessidade de estar sozinha e afastada e soube voltar no momento certo; nunca desistiu; esteve sempre lá. Até que, sem que desse conta e contra a minha vontade, ganhou um lugar especial no meu coração. Fod***, tenho medo de me ter apaixonado... novamente pela pessoa errada.