Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Publicidade no seu melhor!
Mas que bela ideia! Lamento que seja para promover refrigerantes, mas não deixa de estar fantástico!
(Um dia ainda vou usar isto para promover práticas parentais ahahah)
Marlon Correia
Eu não sou de me pronunciar muito acerca destas coisas... mas li no facebook este texto de opinião e não posso deixar de partilhar. Sinto uma empatia muito grande por este texto porque eu própria, fiz parte da Associação Académica (não do Porto) durante três anos apenas como colaboradora, sem ocupar cargos importantes e percebo bem o que ele quer dizer. Lamento imenso o sucedido e só posso deixar uma mensagem de força à família e amigos :(
Opinião (de Luis Rebelo)
Opinião, todos podemos ter. Eu tenho esta, porque também posso. O Marlon faleceu. Obviamente conhecia-o. Estive no recinto da Queima das Fitas do Porto nessa noite, assim que soube do sucedido e me foi possível. Presenciei o estado anímico lastimável, desolador das pessoas que passaram por esses momentos. Deixem-me dizer-vos com propriedade, quem não esteve lá, não sabe o que estes jovens passaram. Não sabe e não saberá, porque digo-vos, é impossível de imaginar. Uma direção e uma comissão executiva, compreensivelmente, absolutamente destroçados. 17 tiros em cerca de dois minutos, e um AMIGO morto. Só consigo presumir uma imagem próxima do caos e partilhar da angústia de também estes meus amigos. Uma partilha sincera de quem sente que o lugar do Marlon podia facilmente ter sido ocupado por qualquer um de nós, centenas de participantes na organização de uma Queima das Fitas, ano após ano. A ninguém nessa noite e no dia seguinte não passou pela cabeça um "E se...". Centenas de nós passaram por aqueles contentores da organização às mais variadas horas do dia. "E se..."
Não me falem de insensibilidade, não me falem de ambição. Não me venham falar de falta de respeito. Deixem-me antes falar-vos do sofrimento de pessoas que apesar de terem vivido estes momentos absolutamente indiscritíveis e que jamais conseguirão esquecer, insistem contra a sua angústia e contra o seu cansaço, contra os artigos assassinos e os comentários de quem não sabe a verdade e não quer saber, organizar uma Queima não para si, mas para os estudantes e para a cidade do Porto. Insistem, e deixem-me que vos diga, insistem com muita coragem. Insistem e insistem bem. Além da família e amigos próximos, a ninguém estão estes momentos e estes dias a custar mais do que ao associativismo na academia do Porto. Evite-se o julgamento fácil de quem na verdade, por não conhecer o colega, julga que quem organiza uma queima, não o conhecia e não o tinha como amigo.
Insistem bem porque a FAP representa associações de estudantes que por sua vez representa estudantes, e mais de 20 mil estudantes estiveram presentes na noite de sábado. Concorde-se ou discorde-se, a FAP soube ler os sinais e as vontades daqueles que representa, parece-me. Tiveram de tomar uma decisão muito difícil, sem experiência para isso (não há aliás preparação possível para uma situação destas). O luto académico no Porto, para quem não sabe, é decretado pela praxe académica e não pelo movimento associativo e parece mesmo que pessoas há que conseguem estar mais revoltadas com estes nossos colegas voluntários do que com os verdadeiros culpados desta tragédia!
Apesar dos artigos de opinião absolutamente imbecis e que ultrapassam todos os limites, não se preocupando com a verdade ou a mentira, estes jovens, de 22, 23 e 24 anos continuam com uma coragem absolutamente extraordinária a fazer um evento para os outros. A comissão executiva pouco ou nada se diverte numa queima das fitas. Mas infelizmente parece que em Portugal um jornalista diz o que quer, como quer e está sempre tudo bem. Continuamos a cair numa demagogia absolutamente escandalosa e a tomarem-se boatos como realidade. Custa muito fazer o trabalho bem feito. É mais fácil atacar jovens sérios, promissores e cheios de sonhos (sim, é um artigo de opinião e tenho a vantagem de os conhecer a todos), que estão a fazer o melhor que podem e que sabem, sem serem pagos em troca. É ainda mais fácil atacar esquecendo qualquer quadro moral, de valores e de princípios quando se é pago para isso.
Parece que hoje tudo vale para atacar a FAP. Recordo que as Assembleias-Gerais da FAP são públicas, todas elas, incluindo as de prestação de contas. É contudo dificil fazer o trabalho bem-feito. Estudar, informar-se, ter uma opinião fundamentada, discuti-la, e finalmente tirar conclusões. O jornalismo do bitaite está em alta. A demagogia está em alta. A falta de escrúpulos está em alta. A participação cívica, voluntária, desprendida, está em baixa. Talvez agora digo eu tenham cuidado quando destroem, sentados num sofá e protegidos por um ecrã, destruir o que jovens tentam diariamente fazer. "Por uma prioridade na educação", continua, está visto, a fazer todo o sentido. um abraço de força à comissão executiva e a todo o movimento estudantil!Opinião, todos podemos ter. Eu tenho esta, porque também posso.
Opinião (de Luis Rebelo)
Opinião, todos podemos ter. Eu tenho esta, porque também posso. O Marlon faleceu. Obviamente conhecia-o. Estive no recinto da Queima das Fitas do Porto nessa noite, assim que soube do sucedido e me foi possível. Presenciei o estado anímico lastimável, desolador das pessoas que passaram por esses momentos. Deixem-me dizer-vos com propriedade, quem não esteve lá, não sabe o que estes jovens passaram. Não sabe e não saberá, porque digo-vos, é impossível de imaginar. Uma direção e uma comissão executiva, compreensivelmente, absolutamente destroçados. 17 tiros em cerca de dois minutos, e um AMIGO morto. Só consigo presumir uma imagem próxima do caos e partilhar da angústia de também estes meus amigos. Uma partilha sincera de quem sente que o lugar do Marlon podia facilmente ter sido ocupado por qualquer um de nós, centenas de participantes na organização de uma Queima das Fitas, ano após ano. A ninguém nessa noite e no dia seguinte não passou pela cabeça um "E se...". Centenas de nós passaram por aqueles contentores da organização às mais variadas horas do dia. "E se..."
Não me falem de insensibilidade, não me falem de ambição. Não me venham falar de falta de respeito. Deixem-me antes falar-vos do sofrimento de pessoas que apesar de terem vivido estes momentos absolutamente indiscritíveis e que jamais conseguirão esquecer, insistem contra a sua angústia e contra o seu cansaço, contra os artigos assassinos e os comentários de quem não sabe a verdade e não quer saber, organizar uma Queima não para si, mas para os estudantes e para a cidade do Porto. Insistem, e deixem-me que vos diga, insistem com muita coragem. Insistem e insistem bem. Além da família e amigos próximos, a ninguém estão estes momentos e estes dias a custar mais do que ao associativismo na academia do Porto. Evite-se o julgamento fácil de quem na verdade, por não conhecer o colega, julga que quem organiza uma queima, não o conhecia e não o tinha como amigo.
Insistem bem porque a FAP representa associações de estudantes que por sua vez representa estudantes, e mais de 20 mil estudantes estiveram presentes na noite de sábado. Concorde-se ou discorde-se, a FAP soube ler os sinais e as vontades daqueles que representa, parece-me. Tiveram de tomar uma decisão muito difícil, sem experiência para isso (não há aliás preparação possível para uma situação destas). O luto académico no Porto, para quem não sabe, é decretado pela praxe académica e não pelo movimento associativo e parece mesmo que pessoas há que conseguem estar mais revoltadas com estes nossos colegas voluntários do que com os verdadeiros culpados desta tragédia!
Apesar dos artigos de opinião absolutamente imbecis e que ultrapassam todos os limites, não se preocupando com a verdade ou a mentira, estes jovens, de 22, 23 e 24 anos continuam com uma coragem absolutamente extraordinária a fazer um evento para os outros. A comissão executiva pouco ou nada se diverte numa queima das fitas. Mas infelizmente parece que em Portugal um jornalista diz o que quer, como quer e está sempre tudo bem. Continuamos a cair numa demagogia absolutamente escandalosa e a tomarem-se boatos como realidade. Custa muito fazer o trabalho bem feito. É mais fácil atacar jovens sérios, promissores e cheios de sonhos (sim, é um artigo de opinião e tenho a vantagem de os conhecer a todos), que estão a fazer o melhor que podem e que sabem, sem serem pagos em troca. É ainda mais fácil atacar esquecendo qualquer quadro moral, de valores e de princípios quando se é pago para isso.
Parece que hoje tudo vale para atacar a FAP. Recordo que as Assembleias-Gerais da FAP são públicas, todas elas, incluindo as de prestação de contas. É contudo dificil fazer o trabalho bem-feito. Estudar, informar-se, ter uma opinião fundamentada, discuti-la, e finalmente tirar conclusões. O jornalismo do bitaite está em alta. A demagogia está em alta. A falta de escrúpulos está em alta. A participação cívica, voluntária, desprendida, está em baixa. Talvez agora digo eu tenham cuidado quando destroem, sentados num sofá e protegidos por um ecrã, destruir o que jovens tentam diariamente fazer. "Por uma prioridade na educação", continua, está visto, a fazer todo o sentido. um abraço de força à comissão executiva e a todo o movimento estudantil!Opinião, todos podemos ter. Eu tenho esta, porque também posso.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
É preciso ter lata!
Overthinking
Acordei assim, com a cabeça a mil! A pensar em
tudo e mais alguma coisa. No que devia, no que não devia, com o prato da
balança a cair mais sobre o que não devia. Tenho tanta, mas tanta coisa para
gerir estes dias e esta cabeça só se dedica a deixar-me em baixo e sem
motivação para trabalhar. Tenho consultas médicas, posters para imprimir, malas
para preparar (parto no domingo para mais dois congressos, um fora, outro cá
dentro), amigos e família a pedirem-me atenção (e isso para mim está acima de
tudo), artigos para escrever, estatística para estudar e um questionário para
fazer e apresentar à minha orientadora na 4.ªfeira. Questionário esse, que
representa o segundo grande momento do meu projeto de doutoramento e que
siginifica um passo enorme para a etapa final de recolha de dados. Questionário
esse que estou com imensas difculdades em fazer, crescendo em mim um sentimento
enorme de incompetência que não me vejo tão depressa a resolvê-lo perante a
falta de tempo para fazer leituras que me pudessem ajudar. Nota-se claramente
que estou perdida e passar tempo a navegar na net parece-me muito mais
agradável num primeiro momento, mas muitíssimo desagradável quando olho para as
horas e de repente já estou nisto ha duas ou três horas e questionário feito,
nem vê-lo! E em vez de me centrar no importante e vencer este monstro, não...
ainda perco tempo a pensar em coisas que não posso controlar, que supostamente
não deveriam ter impacto na minha vida, mas certo é que também estão aqui a
contribuir para esta amálgama de emoções e frustrações! Não pode ser! Sou organizada e focada! Não estou em condições de me perder com
devaneios! Maria Caxuxa, anda lá! Perde o medo e faz o que tens a fazer de uma
vez!
domingo, 5 de maio de 2013
learning to let it go
Imprevisibilidade... é coisa com que num primeiro momento não lido bem. Disseste-me que no final do mês irias mudar de país. Vais continuar longe, mas essa mudança significa para mim o encurtar do tempo e da distância que nos separa. Acabei de saber, mais uma vez não por ti, mas por outros, que no final do mês vais para outro país... mas não aquele que estava à espera e que me tinhas dito que ias. Sei que muito provavelmente foi uma alteração recente de planos... não sei se vais apenas por uns dias e depois partes para o destino esperado, ou se vais para ficar. Não sei de nada. Só sei que apenas vais e não me contaste. Há em mim, neste momento, um turbilhão de emoções. Um misto de revolta e uma pontada de ciúme- se tens partilhado tanta coisa comigo, porque não me disseste nada? - dividido com medo, sensação de perda de controlo e angústia. Não faz sentido ficar assim. Não quero ficar assim! Tens que ir para onde tens que ir, é o teu trabalho e sei que estarás cá na mesma no dia combinado. Não muda nada. Mas isto só me traz um bocado mais à realidade. Há demasiada imprevisibilidade nisto tudo, que não é nada. Um dia estás, no outro já não estás. O que é certo hoje, já não é amanhã. E eu não consigo lidar com isso. Tu gostas de causar impacto, gostas de surpreender. Por isso ficas calado e em cima da hora lanças a bomba. Eu gosto que me surpreendas... aliás, tal como eu previ, é isso que tens feito... mas destas surpresas gosto eu pouco. Isto só me faz pensar que contigo, neste momento, nada é certo e eu não quero isso para mim. Não imagino o que poderá acontecer entretanto, nem quando regressares, mas tenho uma curiosidade enorme! Não me quero sentir presa, nem em espera. Mas certo é que até agora continuas a ser único que me põe com um sorriso bem rasgado, que me faz sentir com borboletas no estômago, que capta a minha atenção. Mas são momentos como este que me fazem pensar que nada disto faz sentido, que está na hora de fazer o abandono, de desligar a ficha, de cortar a corrente, de pensar que não há futuro neste nada que é tudo...
quarta-feira, 1 de maio de 2013
One song, thousand memories...
Hoje não consegui tirar esta música da cabeça. Adoro o início, faz-me lembrar uma canção de embalar. Mas é o facto de me levar para um momento especial, de mudança, do encontro com a paz que tanto procurava que me faz gostar ainda mais dela. (Não devia pensar nestas coisas mas... um mês já lá vai. Já só faltam três... e tudo pode acontecer).
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