Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A luta agora tem música!

Estou completamente viciada! A letra é fantástica e super motivante!
Acho que a vou adotar como a música oficial desta minha luta. 




Time keeps flying
And you keep on trying 
Get up 
And do it good
Life is precious
Full of treasures 

Get up and live it out

Maybe It's meant to be
This constant struggling
Get up and make it real 
Somehow I believe
Theres a reason for everything 
Get up 
And let it go


Siga para mais uma semana!!!!


domingo, 29 de junho de 2014

Balanço da semana

Balanço geral: A sério que o S.João foi nesta semana? É que para mim ultimamente, anda a acontecer tudo a um ritmo tão rápido que parece que já se passaram semanas desde a noite de S.João, parece que os meus dias duram 48horas e as semanas são tão gigantes que aos domingos nem me consigo lembrar do início da semana ou do que foi acontecendo ao longo da mesma. Só sei que me sinto novamente de coração apertado e constantemente ansiosa, cansada e sem noção do que se passa à minha volta. Esta semana foi de altos e baixos quer em termos de trabalho quer em termos emocionais... A continuar assim não sei onde irei parar... mas o manicómio é uma possibilidade. Portanto, aquela sensação de que falava a semana passada... foi afinal a brisa leve de tranquilidade que antecede a tempestade. 

Evolução do PhD: A recolha de dados continua a rolar, mas fico assustada de cada vez que faço contas ao que ainda preciso e à dificuldade que vai ser para alcançar o número ideal. Além disso, estou a ficar cansada de andar na estrada e de andar sempre agarrada ao mail e ao telefone para ter uma taxa de resposta ainda pouco convincente. E como se isto não bastasse cresce ainda a frustração de ter cada vez mais dificuldades com a estatística e de me aperceber que não domino mesmo isto, de não ser capaz de estudar ou de ler artigos de tão cansada que ando e pior ainda... não conseguir escrever nadinha sabendo que tenho uma orientadora todos os dias à espera de novidades. Tenho tido pequenos ataques de ansiedade, acordo às 5h da manhã com pânico e com a cabeça a mil... ou às vezes nem sequer durmo em condições. 

Saúde: Como é bom de ver, perante este cenário caótico, a minha saúde física e mental não são certamente o que de melhor tenho em mim. Sinto-me ansiosa, amedrontada, frustrada, triste e em alguns momentos revoltada comigo mesma. Ainda assim, o meu estômago até se tem aguentado e ainda não manifestou sinais de ansiedade. Já o meu sistema imunitário parece ter cedido: desde 4.ª feira que ando aos atchins a toda a hora e instante. Tenho o nariz esfolado de tanto me assoar e o meu tom de voz anasalado quando falo ao telefone com os meus participantes do estudo deve transmitir uma ideia realmente sexy e fantástica da minha pessoa. Valham-me os treinos para compensar tudo isto! São sem dúvida o meu escape para tudo isto:

Seg - 45min cycling
Ter - 30min corrida ao ar livre (sim cada vez consigo mais tempo!!)
Qua - 30min abdominais + 45 min step
Qui - 45min cycling
Sab - subir e descer as escadas até ao 3.º andar do meu prédio com caixotes pesados, uma 10 vezes deve contar para alguma coisa
Dom - 50min de bike ao ar livre


Vida social: Arejar um bocadinho na noitada de S.João revelou-se uma péssima ideia. Cafezinhos, népia. Mas, definitivamente, os fins de semana começam à sexta! Jantar com a amiga de sempre, no sítio de sempre resultou em muita cerveja, café com amigos top, drinking games em minha casa às 2h da manhã, uma bebedeira descomunal de um deles - eu tive juízo! Serãozinho mesmo muito bom, a fazer lembrar o quanto aproveitei da minha estadia em Braga... e o quanto terei saudades de momentos e surpresas assim. 

Amor: 1. Noitada de S.João com encontros do passado a deixarem-me profundamente baralhada... 2. Os olhos azuis foram pregar para outra freguesia e parecem ter sido sucedidos: há algo e com compromisso. Resultado: revolta interior, o que me deixou ainda mais perturbada. 3. Semana salva pela ligação completamente inesperada do Gato das Botas e a partilha de um concerto de jazz... "porque é fixe e porque gostas". 4. Serão de sexta a noite a terminar com  uma despedida inesperada: "tenho saudades tuas e do que já tivémos... quero-te outra vez"... pequeno grande senão: e a tua namorada sabe disso?????????? 

PS: com tanta coisa a acontecer e a um ritmo tão rápido, tenho ou não tenho motivos dizer que as minhas semanas ultimamente parecem durar séculos????


sábado, 28 de junho de 2014

Nota mental #11

Afinal não é só às 5.ª feiras de manhã que vale a pena ir à janela da cozinha de minha casa. Sextas de madrugada também podem ser verdadeiras surpresas... Ontem... 4h da manhã... fui beber água e aproveitei para espreitar a rua porque ouvi barulho... afinal não era nada lá em baixo, mas na varanda do prédio do lado esquerdo em frente, passava-se tudo...





quinta-feira, 26 de junho de 2014

Da rudeza de algumas pessoas

Eu já não me tinha levantado muito santa e com um feeling negativo sobre o dia que teria pela frente. Mas mesmo assim lá me fiz à estrada, em mais um dia de luta para conseguir a colaboração de mais profissionais no meu estudo. Como estava de passagem por uma zona em que ficam duas instituições que já tinha contactado antes mas ainda não tinha obtido resposta, tentei ligar para ver se me recebiam já que estava por perto. De um lado não me atenderam, do outro mais valia que não o tivessem feito! 

resumo abreviado da conversa:
MC: Boa tarde. Peço desculpa por a estar a interromper, mas não sei se já terá visto os meus e-mails com um pedido de colaboração no estudo que estou a realizar...

Besta Quadrada (não tem outro nome!): Ah sim, sim já vi (percebi depois que não tinha visto nada!). O que é que pretende exatamente? 

MC: Tal como refiro no mail, estou a perguntar se aceita colaborar no meu estudo, que está a ser realizado no âmbito do doutoramento, permitindo que me dirija à instituição e entregar questionários para serem respondidos pelos profissionais que dela fazem parte. Como já a tentei contactar antes e ainda não obtive resposta, estou a ligar para saber se terá ponderado sobre o assunto e se tem alguma resposta para me dar. (acho que não ofendi ninguém, não tratei mal ninguém e apenas queria saber se tinham um sim ou não para mim... pois eis que tenho que levar com uma mega discurso de alguém petulante e arrogante e que nem sequer me ouviu ou deixou falar mais)

Besta: (que começou num tou brando, mas que foi erguendo a voz à medida que falava) Olhe, eu não sei se sabe mas nós temos muito trabalho e não me parece que haja alguém que lhe vá responder a isso. E acho que você deveria ter outra abordagem e ser mais humilde no pedido que está a fazer! (começou o tom de voz a subir). Porque vocês que andam nos doutoramentos acham que é chegar aqui e já está, as coisas aparecem feitas e nós estamos aqui para vos aturar. Portanto, você tem é que me apresentar uma autorização superior (referi que já a tinha) porque eu não fui informada de nada.

 (pedi desculpa se ela achou a minha abordagem inadequada, pois não queria ofender ninguém e se ela não foi informada eu teria que ver junto da direção, porque eles informaram-me que avisaram todos os elementos do meu contacto... mas a besta continuou) 

Besta: Você tem é que lutar se quer as coisas (facada n.º 1)! porque você é que precisa de nós e por isso devia ser mais humilde no que pede (facado n.º 2) Portanto, você tem é que lutar e daqui a dias apresentar-me uma autorização (voltei a dizer que a tinha) Porque se quer saber as pessoas estão-se a BOR-RI-FAR para os doutoramentos (facada n.º3) (tom de voz cada vez mais agressivo) e quem anda a fazer os doutoramentos é quem não arranja trabalho!!! (facada n.º 4). (e ela continuou por ali fora, num discurso super agressivo) 

Não vou ficar importunada por alguém que não me conhece de lado nenhum, que ou acordou com os pés de fora da cama ou é simplesmente uma besta frustrada da pior espécie. Mas doeu, doeu muito ouvir aquele conjunto todo de asneiradas de alguém que pode ter achado que fui indelicada, mas que acabou por ser mal-educada e me julgou sem me conhecer. O dia em que soube que tinha sido admitida no doutoramento, correspondeu eu meu primeiro dia de trabalho no meu primeiro emprego. Sempre trabalhei durante o doutoramento, porque nunca quis ser isso... os que nunca trabalharam, andaram sempre nas universidades e não conhecem a realidade do mundo de trabalho. Trabalhei sempre durante os dois primeiros anos do doutoramento. Com o desemprego, concorri a bolsas da FCT e vi-as por duas vezes passar ao lado por 4 centésimas!!! Arranjei um part-time. Voltei a ficar desempregada, mas agora como preciso de tempo para terminar o projeto e ainda tenho poupanças por algum tempo, optei por dedicar-me a 100% para encerrar esta etapa da minha vida de uma vez por todas. Portanto, não me venham dizer que não luto, que não trabalho, que não tenho noção da realidade! Não aceito que me atirem isso à cara, até porque mesmo agora, tem sido uma luta diária e com alguns sacrifícios da minha parte para poder ver o projeto concluído. Não aceite que quem quer que seja me condene por ir atrás de um sonho, de uma realização pessoal. Vou ignorar esta besta, mas a marca ficou gravada cá dentro. Apetece-me fazer trinta por uma linha para calar a mulher e fazê-la ver que foi muito indelicada. Mas uma pessoa destas só merece mesmo indiferença.

É do diabo!

imagem daqui

E eu ainda há dias a dizer que estava em paz e a sentir-me bem comigo mesma como há muito não acontecia... Parece que não posso ter sossego! M*** lá para isto!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Rescaldo de uma noite confusa

"Não quero vir muito tarde para casa. No máximo, às 3h venho-me embora. Tenho que trabalhar". Sim, sim claro! Cheguei a casa eram 5 e pouco da manhã, confusa, chateada e a pensar que a noite foi um total desperdício de tempo. Acordei eram 9h30 sem despertador, sem nada, tal era o meu estado de agitação e arreliação. Mas pelo menos a minha visão da noite não era assim tão negativa. Se foi uma noite boa? Não, não foi. O jantar foi ótimo. Aliás, foi a melhor parte da noite. Mas não gosto de sair na companhia de alguém que está com outros objetivos, que vão além do divertimento. Libertar-me, não pensar em mais nada, sair só porque sim e o que aparecer pelo meio e por acréscimo será sempre bem vindo. Esta era a minha postura de ontem. Não queria saber de encontrar este ou aquele. Queria apenas descontrair e passar um bom bocado. Mas a companhia de ontem estava com outros interesses e andar uma avenida inteira de antenas ligadas à procura de fulanos e beltranos, decididamente não é para mim. Não gosto disso. Não gosto quando uma noite passa a girar em torno disso. Perdi a pica até ao momento em que fui eu quem se transformou no alvo da procura de alguém. Alguém, que depois do Gato das Botas, é aquele que mais me faz vacilar e ficar transtornada. Alguém cuja história dura há anos, sempre com encontros e desencontros e nunca sem desistências ou abandonos definitivos. Alguém que ultimamente se tem revelado diferente, melhor, um "homem novo" como tenho dito em jeito de brincadeira. Alguém, que suscita uma curiosidade enorme em mim e que me desperta os sentidos com um simples toque. Alguém que passado todo este tempo (e passado tantas outras) parece querer fazer de mim a primeira e única opção e que parece disposto a mostrar-me que os erros do passado não são para voltarem a ser cometidos. Alguém que ultimamente parece ser capaz de ser aquilo que sempre quis, mas é alguém em quem não consigo confiar. Esta mancha do passado persegue-nos e impede-me de querer mais. Alguém que, por saber demasiado sobre o seu passado, nunca permiti que entrasse demasiado na minha vida e nunca me permiti a mim mesma querer saber mais da dele. Viveria num tormento constante com ele e isso é simplesmente impensável para mim. Mas esta mudança está-me a fazer vacilar e a deixar-me confusa. E se eu estiver demasiadamente agarrada ao passado e por causa disso estar a perder uma boa oportunidade? Seria capaz de alguma vez confiar nele? 

E como se não bastassem todas as estas dúvidas acerca da confiança o que vejo eu passar??? Mais pessoas que num dia dizem "não me sais da cabeça", mas era vê-las ali a desfilar de mãos dadas com os seus novos amores... Deveria ter ficado indiferente, porque no fundo são pessoas que nunca me disseram nada... mas ficou aquele bichinho do "porque é que acabam sempre por desistir? O que é que eu faço de errado? Aonde é que eu falho??", claramente a atribuir um conjunto de coisas negativas à minha pessoa e a reforçar para mim mesma que eu de facto tenho um problema com relacionamentos, quando na verdade não depende só de mim. Mas enfim, por hoje fica mais uma cacetada na minha auto-estima que espero ver recuperada amanhã depois de uma boa noite de sono. 

E por fim, o motivo principal da minha arreliação, prendia-se mesmo com a desregulação que uma noite destas provoca no meu ritmo de trabaho. Definitivamente, se quero acabar o doutoramento no prazo que estabeleci, não posso mais sair à noite como ontem e muito menos estar em Braga. Adoro esta cidade. Há quase dez anos que moro aqui... mas para quem está com a corda ao pescoço, não é o sítio ideal para se estar perante tanta distração que por aqui se passa. Parece-me que a minha saída vai ser antecipada... nunca pensei vir a dizer isto mas... estou com taaaanta vontade de ir embora!