Não consigo perceber porque estou assim... assim de
coração apertado. Partes (ou já partiste) hoje. Partes para um local que
não gosto. Acho-o arriscado e ameaçador e não consigo deixar de ficar inquieta
com a ideia de que algo de mau pode acontecer. Estou assim de coração
apertado... e não consigo saber bem porquê. Acho que é porque tenho medo. Medo
por ti e por mim. Quando partiste da primeira vez, havia mágoa, raiva,
tristeza, zanga, incompreensão. Hoje, dia de partida, há sentimentos comuns aos
de uns meses atrás mas com um significado diferente. Não há zanga nem mágoa.
Foi tudo esclarecido, dando lugar à serenidade que há muito procurava. Mas esta
minha mente e este meu coração não páram. Continuo inqueita. Continua esta tensão que teima em não me largar. Continua a
tristeza, mas agora é a tristeza da partida. A tristeza de quem, ao ter
descoberto a possibilidade de sentimentos mútuos, quer falar mais, quer estar
mais, quer abraçar mais e sabe que não pode. A tristeza de ter de controlar
estes impulsos porque não quer andar depressa demais e passar barreiras tão
robustamente estabelecidas. A tristeza que vem do medo de tudo isto ser uma ilusão. Estou assim de coração apertado. E se eu estiver errada? E se eu tiver percebido tudo mal? Como vou conseguir lidar com a certeza dos teus silêncios? E se eu me interessar por alguém? Sinto-me sufocar por estes medos, dúvidas e contradições. Estou assim de coração apertado... e ainda hoje é o primeiro dia riscado no calendário. Coração, relaxa. Tens 115 dias (ou melhor, 114) para te acalmares e uns 5 dias finais para colapsares novamente. Por enquanto, sossega, tudo pode acontecer ;)
Razão ou emoção? Talvez uma das mais antigas lutas da humanidade... o melhor mesmo é tentar equilibrar as duas
domingo, 31 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Não é um adeus, é um até já...
Vais partir novamente... mas desta vez é tudo diferente. Desta vez não ficou nada por dizer... e no entanto, há dúvidas que permanecem e outras novas que se juntam às antigas. Não quero cobrar nada (embora estivesse no direito de o fazer) mas lamento muito que só tenhas mostrado que afinal continuavas a pensar em mim na véspera de ires embora. Terias poupado muito do teu e do meu sofrimento. E não me venhas com desculpas de que "és assim". Se uma pessoa quer muito uma coisa, vai atrás... não fica sentado à espera que ela lhe caia aos pés. Agora sei que, tal como eu, também tu construiste a tua própria carapaça, também tu te quiseste proteger... mas não era preciso magoares-me como me magoaste! Apesar de tudo ter ficado esclarecido, continuo com uma ferida aberta no meu coração, ferida essa que, mesmo já sem precisar de proteção, não permitiu que baixasse a guarda ao teu lado e me manteve atenta e de pé atrás... ferida essa que me leva a questionar se realmente ainda és tu quem eu quero, se ainda é o mesmo amor que era antes. A resposta é não. Não é o mesmo, mas também não é menor, nem maior. É diferente. É um amor ferido, que parece ter agora condições para cicatrizar. Sinto que um ciclo se fechou e que há condições para um novo começo. Gostava que realmente aprendesses com os teus erros e fizesses as coisas de outra maneira... mas sou demasiado realista e negativa para saber que isso não vai acontecer. Ou melhor: podes ter aprendido, podes ter vontade de o fazer, mas não o vais demonstrar... e no entanto, ainda há uma parte em mim, lá muito pequenina e escondida, que acredita na tua capacidade para me surpreender. És de longe tudo aquilo que eu sempre quis e procurei... e tens, simultaneamente, tudo aquilo que eu não quero. Pediste-me para esperar... 4 meses passam depressa, é verdade... mas também muita água corre debaixo da ponte em 4 meses e tu não me dás garantias de nada. Gostava de te poder responder um sim... um sim, seguro e apaixonado... mas não sei se consigo lidar com uma espera em vão. Com a nossa despedida, deste-me uma restiazinha de esperança, uma luzinha muito ténue ao fundo do túnel de que algo poderá mudar quando voltares. No entanto reforço: tu não me dás garantias de nada e esta ferida ainda está demasiado aberta. Temos 4 meses de oportunidades à nossa espera. Temos 4 meses para cicatrizarmos e reconstruirmos a nossa caparaça. Temos 4 meses para vivermos a nossa vida e percebermos o que queremos fazer. Por muitos sentimentos contraditórios que esta frase suscite, a verdade é que, por enquanto, isto não é um adeus... é, sem dúvida, um até já...
sexta-feira, 22 de março de 2013
Uma pessoa não pode ser feliz!
Depois destes dias verdadeiramente stressantes com a aula que tinha para dar hoje - que a propósito correu bastante bem até só me escapou lá uma coisita - vem uma pessoa para casa já a entrar em modo fim de semana e o que é que encontra????!!!!! O belo do carro, que estava parado mesmo à porta do prédio, bloqueado, com uma multa da polícia municipal no valor de 64euros!!!!!! ALDKFHKJSDFBLKSBGÇKJSABG Foi a minha primeira reação!!!! Uma pessoa não pode aproveitar o momento!!!!! Tudo bem que estava numa linha amarela! E aí ok admito meu erro! Mas estamos a falar de uma zona universitária, em que não há estacionamento, em que toda a gente estaciona naquela rua e em que normalmente quando acontecem coisas deixas é porque um dos vizinhos tolinhos desta rua (e há muitos aqui) decide fazer queixa ou então éporque a policia municiapl se lembrou de quanda a faturar pouco!!!! Nunca tenho o carro parado à porta de casa precisamente por saber destas surpresas! Hoje, como ia pegar no carro À tarde para ir para a terrinha e passar o dia com a prvogenitora mor que faz 58 anos, aproveitei o lugar disponível para ser mais tarde depois colocar as malas. Não ADIANTA!!!! Eu não posso mesmo facilitar nestas coisas que o azar definitivamente é a minha sombra!!!!! E pior!!! No meio disto tudo liguei à progenitora mor a despejar a minha raiva e acabei por me esquecer de lhe dar os parabéns!!!!
quinta-feira, 21 de março de 2013
A escrever é que eu fico bem
Posso dizer que finalmente acabei de preparar a aula de amanhã! Não está ainda totalmente do meu agrado mas a minha fonte de preocupação que era ter o principal da apresentação feita a tempo, essa, uffff! essa, está! Agora tenho que refletir um pouco mais sobre aquilo e fazer/recordar/ organizar umas leituras e então sim, posso descansar e ir segura amanhã. Entretanto, como ainda estou na biblioteca da universidade, cansada, mas sem vontade de ir para casa (sei que se for não vou fazer nadinha e aqui obrigo-me a trabalhar), achei que precisava de um momento de descanso. Como estou na sala comum, ver uma série não é lá uma muito boa opção e eis que dou por mim com uma enorme vontade de escrever! Sinceramente, nem sei muito bem sobre o que é que me apetece escrever. Só sei que me apetece escrever, pelo que uma das frases que li por estes dias se adequa perfeitamente:
"Writing is the only thing that... when I'm doing it, I don't feel that I should be doing something else."
Assenta que nem uma luva! E já que o meu trabalho atualmente depende fortemente da escrita, eis que fiquei com vontade de pegar numas coisas que tenho em atraso cuja escrita tem que ficar em dia. FUI!
(E de repente sinto que este post foi muito parvinho, mas cumpriu o seu objetivo - motivar pa trabalhar mais um bocadinho hehe)
Primavera, amor e poesia
Porque finalmente, ainda que tímida, a Primavera está aí! Porque com a Primavera vem a boa disposição, o amor e a poesia! A poesia que nós portugueses cantamos tão bem há centenas de anos e que não poderia deixar de assinalar com dois belos exemplos da nossa literatura! Um pequeno excerto da "Pedra Filosofal" do António Gedeão e o belo poema da Florbela Espanca cantado por Luis Represas/Trovante.
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
(...)
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Panicar!!!
Tenho amanhã uma aula para dar sobre escrita qualitativa para publicação! Eis o meu estado desde ontem!!! Se ontem era por não saber ainda muito bem do que falar, hoje é porque amanhã a esta hora isto tem que estar pronto e eu tenho de ter a matéria na ponta da língua e não estou a ver forma de isso acontecer!!!!
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